
O fornecimento de energia elétrica em Chã Grande voltou ao centro das cobranças de autoridades e moradores diante das frequentes interrupções registradas nos últimos anos. As quedas recorrentes no serviço têm provocado transtornos à população, incluindo prejuízos com a queima de eletrodomésticos e impactos nas atividades comerciais e rurais.
Diante da persistência dos problemas, o caso foi formalmente levado à Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE), órgão responsável pela fiscalização e regulação dos serviços públicos concedidos no estado, incluindo o fornecimento de energia elétrica. Na última quinta-feira (12), os vereadores Ademir Batista e Nanato estiveram na sede da instituição, no Recife, onde protocolaram um pedido de providências contra a concessionária Neoenergia Pernambuco.
Durante a agenda, os parlamentares relataram ao órgão regulador a situação enfrentada pelo município, destacando que as falhas no fornecimento continuam afetando tanto a área urbana quanto a zona rural. Segundo eles, apesar de sucessivas cobranças e reuniões com representantes da concessionária, a população segue convivendo com instabilidade no serviço.
Nos últimos anos, a Câmara Municipal chegou a realizar duas audiências públicas, sob a presidência do vereador Ademir Batista, reunindo representantes da Neoenergia e membros da sociedade civil organizada. Na ocasião, foram apresentadas demandas e discutidas possíveis soluções, mas os avanços percebidos pela população foram temporários, com o retorno das falhas no fornecimento pouco tempo depois.
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Além disso, em 2025, o município manteve novas tratativas com a concessionária, incluindo uma reunião na sede da empresa, no Recife, e outro encontro realizado na sede do Poder Executivo municipal. Apesar do diálogo institucional, os problemas relatados pelos moradores continuam sem solução definitiva.
A iniciativa de acionar a ARPE marca a primeira vez que o órgão regulador é oficialmente provocado a intervir diretamente no caso envolvendo o fornecimento de energia em Chã Grande. A agência possui competência legal para fiscalizar o cumprimento dos contratos de concessão e das normas regulatórias, podendo determinar medidas corretivas e, em caso de irregularidades comprovadas, aplicar sanções administrativas, incluindo multas à concessionária responsável.
Com o pedido formal protocolado, a expectativa é que a ARPE avalie a situação e adote as providências cabíveis para assegurar a regularidade e a qualidade do serviço prestado à população do município.