Esse trecho de “Um Hino à Chã Grande”, composto pela professora Mariana de Lourdes, bem no início de nossa emancipação política, reflete bem o sentimento de todos os chã-grandenses. Não importando a época, o lema de Chã Grande sempre foi crescer, gerando renda e desenvolvimento para todos que aqui residem.
No pavilhão desenhado pelo artista plástico Severino Trajano, o popular Biu Barbeiro, temos uma mostra disso. O ramo de fumo representa a primeira atividade comercial de nosso município, enquanto que o de cana-de-açúcar nos dá conta de um posterior. Ambas as atividades caíram em número de produção nos últimos anos, mas Chã Grande, com garra e muita luta, diversificou sua agricultura.
Logo após a cana veio o chuchu, que ganhou espaço nas propriedades rurais e rapidamente transformou o município na “terra do chuchu”, um título que muito nos orgulhou. Afinal de contas, já éramos o maior produtor do legume em todo o estado de Pernambuco, fornecendo para os principais mercados da capital pernambucana.
A partir de determinado período, o adocicado sabor da graviola começou a conquistar os paladares em todos os lugares, e os produtores chã-grandenses viram nisso uma oportunidade de vencer. Foi assim que o município iniciou sua produção de graviola, que hoje é considerada também como a maior de Pernambuco.
A agricultura é, sem sombra de dúvidas, o grande motor econômico de Chã Grande. É o que gera renda e desenvolvimento para a cidade. É o que faz o município vencer. E é a agricultura que merece uma homenagem especial neste aniversário de 56 anos de uma história rica, bonita e pujante.
Mais do que nunca podemos concordar com a saudosa professora Mariana de Lourdes, que em suas palavras eternizou um sentimento tão chã-grandense quanto vencer.
Parabéns, Chã Grande!
Jorge Luís da Silva, presidente da Câmara Municipal de Chã Grande.