
A situação da PE-71, no trecho que corta o município de Chã Grande, continua entre as principais queixas da população local e de motoristas que utilizam a rodovia diariamente. A via apresenta desgaste acentuado, com buracos em diversos pontos, reflexo direto da ausência de manutenção contínua ao longo dos últimos anos.
Mesmo quando intervenções foram iniciadas, os serviços não tiveram continuidade até a conclusão, agravando as condições da pista. Como consequência, aumentaram os riscos de acidentes e os prejuízos materiais aos condutores que trafegam pelo local.
Na última quinta-feira (12), o presidente da Câmara Municipal, Ademir Batista, e o vereador Nanato estiveram na Secretaria Estadual de Mobilidade e Infraestrutura, onde formalizaram a cobrança por providências relacionadas à rodovia. Entre os principais pontos apresentados está o recapeamento da PE-71, cuja execução havia sido anunciada pelo Governo de Pernambuco para o mês de janeiro deste ano, mas que ainda não foi efetivada.
Além da recuperação da pavimentação, os parlamentares reforçaram a necessidade de triplicação do trecho conhecido como Curva da Vila, nas proximidades do acesso ao Sítio Lagoa Verde. A proposta prevê a criação de uma faixa exclusiva para caminhões no sentido da BR-232, em um trecho de aclive e curva acentuada, medida que pode contribuir para melhorar a fluidez do trânsito e reduzir riscos de acidentes.
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Outro pleito reapresentado ao Estado foi a implantação de uma faixa de desaceleração no acesso ao Sítio Lagedo Grande, no sentido de quem segue de Chã Grande. Segundo os vereadores, o fluxo intenso de veículos no local, aliado à ausência de estrutura adequada, tem contribuído para a ocorrência frequente de acidentes.
Também foi solicitada a instalação de um redutor de velocidade nas imediações do Sítio Boa Vista, próximo ao Posto Petrovia, ponto que registra histórico recorrente de ocorrências.
Durante a agenda, os parlamentares chamaram atenção para a situação da ponte sobre o Rio Ipojuca, localizada na divisa entre Chã Grande e Amaraji. Em vários trechos, a mureta de proteção foi danificada ou destruída após colisões envolvendo veículos, sem que houvesse recuperação da estrutura.
A ausência da proteção representa risco tanto para pedestres quanto para motoristas, especialmente devido à altura da ponte em relação ao leito do rio.
A mobilização dos vereadores teve repercussão positiva entre moradores e usuários da rodovia. Nas redes sociais, são frequentes as manifestações que relatam os transtornos causados pela precariedade da PE-71, considerada uma via estratégica para a mobilidade regional.
A expectativa é que o Governo do Estado adote medidas efetivas para garantir a recuperação da rodovia e a implantação das melhorias solicitadas, assegurando maior segurança e melhores condições de tráfego para a população.